No dia nove de novembro, o Dr. Paulo Roberto Costa Lima, médico urologista e professor da Universidade de Pernambuco, soube que estava sendo "devolvido" à Secretaria de Saúde do Estado. No documento, assinado pelo diretor do Hospital Oswaldo Cruz, prof. Railton Bezerra, a alegação era de que o médico havia apresentado "incompatibilidade com as normas emanadas da chefia do serviço e de relacionamento com os demais membros", e que, apesar de "todas as tentativas institucionais para sua manutenção no quadro de funcionários", foi determinada a devolução do servidor.
De um lado, a possibilidade de trabalhar menos e ganhar, possivelmente, mais. Do outro, centenas de pacientes que dependem dos seus serviços para sobreviverem. Nessa encruzilhada o médico, que não é jovem, optou por tentar manter-se no corre-corre do Hospital.
"Eu não perderia nada indo para a secretaria, iria ganhar até mais. Mas e meus pacientes? Há procedimentos que eu sou o único no Estado que faz, pelo doutorado que fiz, inclusive com verba da própria UPE", contou emocionado o urologista.
Entre as denúncias feitas pelo servidor que levaram ao seu afastamento, estão a queixa de médicos que não cumprem a carga horária prevista no contrato e as denúncias de colegas que deixam seus residentes desassistidos em procedimentos cirúrgicos.
"Eu não perderia nada indo para a secretaria, iria ganhar até mais. Mas e meus pacientes? Há procedimentos que eu sou o único no Estado que faz, pelo doutorado que fiz, inclusive com verba da própria UPE", contou emocionado o urologista.
Entre as denúncias feitas pelo servidor que levaram ao seu afastamento, estão a queixa de médicos que não cumprem a carga horária prevista no contrato e as denúncias de colegas que deixam seus residentes desassistidos em procedimentos cirúrgicos.
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